quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Olha os namorados, primos e casados...

Romeu e Julieta
Filhos de duas famílias rivais italianas (os Capuleto e os Montéquio), Romeu e Julieta apaixonam-se perdidamente. Como não podem assumir o seu amor por causa do ódio das suas famílias, resolvem fugir e casar às escondidas. O pior acontece quando, no meio de um elaborado plano que mete poções e muitos enganos, Romeu pensa que Julieta está morta e ele sem mais por que viver, suicida-se. Quando Julieta, que estava num estado de letargia, acorda e vê Romeu morto ao seu lado, faz o mesmo que ele.

Pedro e Inês

Esta é uma história antiga e verdadeira que tem como cenário as belas cidades de Lisboa e Coimbra. D. Pedro, infante de Portugal, filho do rei Afonso IV e da Rainha D. Beatriz, estava na idade de casar e garantir a descendência do reino, pelo que o seu pai mandou vir de Espanha uma donzela galega, de nome Constança Manuel, que se fazia acompanhar por uma belíssima dama de companhia, D. Inês de Castro. Assim que se conheceram, Pedro e Inês logo se apaixonaram, no entanto, e por respeito à princesa Constança, nunca puderam concretizar o seu amor.
A princesa, esposa atenta e dedicada, logo percebeu o interesse do marido pela sua amiga e como forma de evitar um romance entre ambos, escolheu a dama para madrinha de baptismo do seu primeiro filho, Luís. No entanto, esta estratégia não deu grandes frutos, uma vez que o bebé, criança de saúde bastante débil, acabou por falecer, quebrando assim os laços quase familiares que uniam estas três personagens. A morte prematura de D. Constança, que morreu ao dar à luz a infanta Maria, permitiu que os dois amantes pudessem finalmente viver em pleno o seu amor.
Inês de Castro passou a habitar junto do Convento de Santa Clara, num pavilhão de caça que pertencia à família, situado na cidade de Coimbra, onde o seu amor pelo príncipe deu frutos, pois dele nasceram quatro filhos. Os dias de felicidade entre o príncipe e a sua amada duraram cerca de dez anos, mas uma sombra de tristeza abateu-se sobre os céus de Coimbra. D. Afonso IV, temendo a influência dos irmãos de Inês de Castro (fidalgos influentes da corte de Castela) sobre o príncipe D. Pedro, mandou três dos seus conselheiros a Coimbra para tentarem convencer D. Inês a deixar o príncipe. Perante a recusa desta, degolaram-na sem qualquer piedade. Ao ver a amada morta, D. Pedro jurou vingança contra aqueles que provocaram a sua desgraça e só descansou quando castigou os seus inimigos. Para homenagear a sua amada, D. Pedro mandou construir o monumental Mosteiro de Alcobaça, onde repousam até hoje os seus corpos em dois ornamentados túmulos que se encontram frente a frente. Para a História ficou a cerimónia de coroação de D. Inês, que mesmo depois de morta foi aclamada rainha e reconhecida pela corte.

Eros e Psique
Eros, Deus Grego do Amor, também conhecido como Cupido (mitologia Romana, filho de Vénus) é protagonista de uma das mais bonitas histórias de amor de sempre.Num reino longínquo, existia um rei muito poderoso que tinha três filhas, cuja beleza despertava o interesse de inúmeros pretendentes. Duas delas logo se casaram, mas uma, Psique, recusou-se a fazê-lo porque dizia ainda não ter encontrado o verdadeiro amor.Os pais, preocupados com a solidão da filha, resolveram perguntar a um oráculo o que deveriam fazer, ao que o oráculo respondeu que deveriam vestir a sua filha de noiva e deixá-la no cimo de um monte. Eles assim o fizeram e Psique foi arrastada pelo vento até um reino maravilhoso, onde tudo era mágico. Quando a noite chegou e Psique se foi deitar, sentiu a presença de alguém, que lhe disse ser o seu companheiro, mas que ela nunca o poderia ver, pois se o fizesse, correria o risco de o perder para sempre. A partir de então, Psique conheceu os momentos mais felizes da sua vida, onde tinha tudo aquilo que sempre sonhara. Amava e era correspondida, o que a fazia muito feliz. No entanto, os dias de felicidade não duraram muito, pois a rapariga começou a sentir saudades da família e resolveu ir visitá-los. As irmãs, cheias de inveja da sua felicidade, convenceram-na a ver o marido.Quando chegou a casa, esperou que o marido adormecesse e acendeu uma vela para ver o seu aspecto. Ao ver a sua beleza ficou tão emocionada que, por descuido, deixou cair um pouco de cera para cima do marido, o que fez com que acordasse. Ao ver que a esposa tinha quebrado a promessa, cumpriu com a sua palavra e abandonou-a para sempre.Esa sofreu tanto, que passou a vaguear pelo mundo, até que sucumbiu a um sono profundo.Eros, ao ver o sofrimento da amada, pediu a Zeus que ressuscitasse a amada, pedido que foi concedido. Assim, Eros (um Deus Imortal) uniu-se a Psique (Mortal) - que passou a representar a Alma Humana - no Monte Olimpo, onde permaneceram felizes, vivendo o seu amor para toda a Eternidade. A partir de então, o Amor e a Alma estão sempre unidos em todos o romances de Amor, pois estes têm a protecção de Eros e da sua inseparável Psique.

Robin dos Bosques e Lady Marion
Robin dos Bosques foi um herói lendário que roubava aos ricos para dar aos pobres. Com o seu bando de homens, Robin vivia na floresta de Sherwood, onde se escondia do xerife de Nottingham, que os tentava capturar sem êxito. Isto passou-se na Inglaterra medieval, quando o rei Ricardo Coração de Leão estava nas Cruzadas e o reino entregue ao príncipe João. Lady Marion é apresentada de forma diferente em várias baladas e histórias sobre Robin dos Bosques.

Em algumas delas é uma rapariga saxónica que conhecera Robin durante toda a sua vida, noutras dizem que é uma dama da nobreza ou a pupila do xerife de Nottingham, que o espiava e contava os segredos a Robin. Por vezes é uma donzela em apuros, outras é uma hábil espadachim ou o cérebro por trás do bando de Robin... No entanto, em qualquer uma delas, Lady Marion é sempre o verdadeiro amor de Robin dos Bosques. De acordo com as lendas locais, eles casaram-se na igreja de St. Mary, em Edwinstowe, e permaneceram juntos o resto das suas vidas.

Cinderela e o Príncipe Encantado

Há muitos anos atrás, num reino distante vivia uma rapariguinha, feliz e muito bela. Ela vivia na companhia de seus pais, um casal muito unido e feliz. Tudo estava bem, até que a mãe da menina, de seu nome Cinderela, faleceu, deixando a sua filha e marido muito tristes.
Durante muitas anos, o pai de Cinderela viveu sozinho, fechado na sua dor, apenas interessado na felicidade da sua filha. Porém, um belo dia, conheceu uma bela mulher com quem casou. Esta tinha duas filhas e apesar de se mostrar muito simpática e disponível, apenas estava interessada nos bens materiais do marido. Assim, aproveitando a ausência do marido, obrigou a enteada a fazer todos os trabalhos domésticos, proibindo-a de frequentar a casa, tendo assim de dormir na cozinha. Esta situação durou alguns anos, uma vez que o pai de Cinderela teve de se ausentar por muito tempo.Um belo dia, os reis do reino onde vivia Cinderela e a sua família decidiram organizar uma festa para a qual convidaram todas as raparigas jovens do reino, com a finalidade de encontrar uma esposa para o seu filho.A família de Cinderela também foi convidada, mas a madrasta proibiu-a de ir. A jovem ficou muito triste e após a saída da madrasta e das meias-irmãs, pôde chorar a sua tristeza à vontade. De repente, surge uma fada madrinha que, num passo de magia, lhe faz aparecer um lindo vestido, uns sapatos de cristal e uma bela carruagem. Antes de partir, a fada avisou-a que ela deveria voltar para casa antes da meia-noite, ou a sua bela roupa, sapatos e carruagem desapareceriam.Assim que entrou na festa, todos os olhares se voltaram para ela, pela sua beleza e simplicidade. O príncipe, assim que a viu, nunca mais a largou. Dançaram toda a noite e, ao chegar a meia-noite, Cinderela teve de se ir embora, deixando o príncipe muito triste, pois a única coisa que tinha da sua amada era um sapatinho de cristal, que ela, com a pressa, tinha deixado nas escadas do palácio.Desesperado à procura da dona do seu coração, o príncipe percorreu todo o reino, fazendo com que todas as donzelas experimentassem o sapatinho. Já quase sem esperança, entrou em casa de Cinderela, que foi logo escondida pela madrasta. Esta ansiava que o sapato entrasse no pé de uma das suas filhas, contudo, tal não aconteceu. Quando o príncipe já estava de saída, ouviu um ruído vindo da cozinha e foi ver o que era. Assim que viu Cinderela logo lhe colocou delicadamente o sapato no pé. Assim que Cinderela calçou o sapato, as roupas da rapariga transformaram-se no belo vestido do baile e logo o príncipe a reconheceu e levou até ao palácio, onde a apresentou aos pais como sua futura mulher.No dia do casamento, Cinderela recebeu a visita do pai, recém-chegado da sua viagem. Este, ao saber das maldades da sua esposa e enteadas, saiu de casa e foi viver para junto da sua filha, no palácio real, onde a felicidade e a alegria voltaram a fazer parte da vida de Cinderela.

1 comentário:

... disse...

Olá Boa Tarde,

Começo por vos felicitar pelo vosso blog, felizmente há cada vez actividades nas Escolas, Jardins-de-infância, Bibliotecas Escolares, etc., e cada vez mais participação de Bibliotecários, Professores, Educadores e Pais. Precisamos sempre de mais educação, cultura e informação, e os blogs são um bom meio para isso.

Aproveito para vos convidar a espreitar o blog www.mestrefilipe.blogspot.com e conhecerem o nosso trabalho. E claro se acharem interessante a colocar um link na vossa página.

Ate sempre.